Se eu fosse Você!

Esta é a Victória descansando depois de um bom passeio!

Adoro passear com minha cachorrinha! Se ela quer parar para cheirar algo, eu espero! Se quer atravessar a rua, eu a pego no coloco e vamos para a outra calçada. Se ela quer se coçar, paro de andar. O passeio é dela, não meu! Eu não gosto de cheirar e nem de me coçar (rs), mas se minha proposta é levá-la para passear, tenho mais é que me colocar no lugar dela!

Empatia! Talvez um dos comportamentos mais relevantes para o momento em que estamos vivendo.

Uma vez fui dar uma aula especial para uma pessoa recém-contratada para um alto cargo em uma empresa. Só que ela estava ansiosa para mostrar resultados, não tinha a menor condição de prestar atenção ao que eu iria ensinar.

A solução? Em uma primeira aula com duas horas de duração, passei quase o tempo todo falando sobre o trabalho dela em outras empresas, seus pontos fortes e principalmente sobre o que ela achava que seria o novo trabalho. Só nos últimos 15 minutos comecei a falar sobre os temas para os quais fui contratado.

Tempo perdido? Enrolação (rs)? De forma alguma, as aulas restantes fluíram demais! De fato, foi um dos melhores cursos que já ministrei na vida.

Vejo muitos RHs insistindo em soluções sem realmente entender a necessidade do cliente interno. Vejo muitas empresas correndo atrás de indicadores e estatísticas de aulas realizadas. Tudo bem, pode ser um caminho, mas o que eu busco mesmo são frases assim:

Nossa, esta explicação mudou minha vida!

– Puxa, eu demorava horas para fazer isso, agora é questão de minutos

Dar uma aula e perceber a real necessidade dos alunos é uma realização enorme. Frases como estas justificam todo o meu trabalho.

Aliás, desde que aprendi a me colocar no lugar dos alunos, percebi também como a vida é muito melhor quando percebemos o outro. Hoje consigo entender as razões de minha mulher, do zelador do prédio em que moro, do caixa do supermercado e até do motorista estressado a meu lado. É muito bom viver assim! Eu recomendo!

Um abraço grande!

Fernando Andrade
www.pessoasetecnologia.com.br
fernando@pessoasetecnologia.com.br
(11) 9 9943-4909, 3214-0519

Texto com ou sem emoção?

Momento de aula, emoção pura!

Neste artigo compartilho minha experiência de vida, no site www.pessoasetecnologia.com.br compartilho meus treinamentos.

Estive com dois sobrinhos neste final de semana. Um publicitário, outro advogado, ambos nascidos nos anos 90, ambos questionando meus textos.

 Tio, legal o que você escreve! Mas seria melhor destacar apenas o que merece ser destacado!

Fiquei meio sem entender, veio a explicação através de uma frase em um dos artigos:

“… contei o que estava fazendo para conciliar os INTENSOS passeios de todos os dias e a redação de posts …”

Em vez de “intensos passeios”, não seria suficiente – ou até mesmo mais indicado – escrever apenas “passeios”?

Não consegui responder na hora, confesso que ainda não tenho a resposta. Fui então pesquisar outros artigos meus, encontrei esta frase:

“…Foi a opinião dela, junto com a minha, que culminou com a TÃO DESEJADA troca de administradora…”

Aqui seria melhor apenas “…culminou com a troca…”. Ainda não sei, minha sensação é que o texto mais seco fica meio sem “tempero”. Afinal, estes artigos não são relatórios, procuro contar casos que de alguma forma mexeram comigo.

 Mas, tio, fica chato! É melhor ler um texto mais objetivo, mais direto ao ponto!

De fato, temos tantas coisas para ler hoje em dia que textos mais breves certamente serão mais lidos. Mas ainda não tinha uma conclusão, fui procurar outros blogs.

“…Para a imensa maioria dos visitantes…”

Este é o Ricardo Freire falando sobre Amsterdam em seu blog de viagens. Bem, talvez eu esteja apelando, afinal o Ricardo fala sobre suas experiências pessoais, suas emoções. Natural escrever “imensa maioria” em vez de “maioria”.

Fui então mais longe, consultei um post do Guy Kawasaki, um dos mais conceituados comunicadores no mundo empresarial.

“… let’s just say that those options were like the proverbial two fish in Matthew 14 that fed thousands of people …”

Hmmm, aqui “proverbial two fish” nem é um exagero emocional, mas um jeito simples de falar que o texto lembra um provérbio. Apenas “two fish” não passaria a mesma ideia.

E em um slide, que título ficaria melhor em um gráfico mostrando os lucros crescentes de uma empresa? “Maior faturamento em 2019” ou “Faturamento em 2019”?

Bem, vou parar por aqui senão este texto ficará ainda maior do que está. Qual minha conclusão? Ainda não tenho, gostaria então de saber o que você acha?

Texto com emoção?

Texto sem emoção?

Se não quiser dar sua opinião aqui, peço que a envie para fernando@pessoasetecnologia.com.br. Aliás, se quiser receber meus artigos regulares, com emoção ou sem emoção (rs), é só falar e colocarei seu nome na lista de destinatários.

Grande abraço!

Fernando Andrade
www.pessoasetecnologia.com.br
fernando@pessoasetecnologia.com.br
(11) 9 9943-4909, 3214-0519

Comentário via WhatsApp

Danilo Barreto também é meu sobrinho 🙂

Comentários publicados no Facebook

Viajando com tempo


Fernando Andrade em Saint Joseph’s Oratory of Mount Royal – Montreal

Estava eu no Canadá há alguns dias quando li em um artigo de minha amiga Stefi:

Saudades de meu amigo Fernando Andrade, que atualmente está no Canadá passeando e mandando os seus artigos de lá, e que é expert em organização do tempo!

O artigo da Stefi falava sobre os desafios da diária administração do tempo, fiquei lisonjeado. De lá mesmo do Canadá falei com ela, contei o que estava fazendo para conciliar os intensos passeios de todos os dias e a redação de posts.

Tenho um blog de viagens, publico fotos e comentários contando cada dia de passeio. É uma forma de tornar cada viagem ainda mais inesquecível!

Meus dias nas terras canadenses – Montreal, Toronto e Vancouver – foram mais ou menos assim:

6h
Café no quarto e trabalho. É neste momento que respondo e-mails de clientes e alunos, envio propostas, alinho tarefas com professores, pago contas pessoais. Ainda bem que conto com o Outlook para esta gestão do tempo.

7h
Planejo meu dia no Canadá, revendo a lista de pontos que quero visitar. Esta lista – no Google Maps – foi feita enquanto eu estava no Brasil, eu a modifico constantemente por conta da previsão do tempo e das novidades – muitas – que aparecem. Temos que ser todos flexíveis e adaptáveis.

7h30
Redação de textos no blog WordPress, é algo que gosto muito de fazer. Ao pensar no que vou escrever, entendo melhor ainda os lugares que visitei – a viagem fica ainda mais completa.

9h
Saio para passear. Em geral, as caminhadas duram de 8 a 10 horas. Haja fôlego! Como é bom! De novo a tecnologia ajuda muito, desde o já tão conhecido Google Maps, como também Trip Advisor, GPSMYCITY e o incrível Evernote, app em que anoto coisas específicas de cada dia.

19h
Jantar no quarto e mais trabalho, respondendo e-mails de clientes e alunos.

20h
Posto as fotos novas no blog, assim no dia seguinte só preciso escrever o texto. Como as fotos são inseridas no modo rascunho, ninguém consegue vê-las sem as correspondentes descrições – seria estranho.

22h
Vou dormir, afinal ninguém é de ferro.

Se você quiser viajar comigo, fotos e comentários – no Canadá e em vários outros locais que tenho visto desde 2012 – estão em  www.pessoasetecnologia.com.br/viagens.

Se todos fossem iguais a vocês!

Prof. André e Prof. Fernando em plena aula!

– Fui jantar em um restaurante japonês, algo não caiu bem!

Este foi o WhatsApp que recebi do André. Às 3h da calada madrugada! Costumo deixar meu celular no modo noturno à noite, era quase 5h da manhã quando peguei o celular e li as palavras preocupadas do André.

Não costumo ler mensagens tão cedo assim, é que – por ironia do destino – eu também não estava bem neste dia. Uma gripe forte havia tomado conta, as seguidas tosses me fizeram sair da cama bem antes do normal.

O texto do André trazia mais informações:

– Eu daria uma aula hoje, acho melhor você me substituir. Mas é muito cedo, então irei assim mesmo para o cliente. Provavelmente quando você receber esta mensagem, estarei dentro de um ônibus a caminho da sala de aula.

Quanto comprometimento! Dá gosto trabalhar com pessoas assim! E, claro, gente como o André precisa mais é ser respeitada, respondi a mensagem comentando que eu não seria o melhor substituto. Febre e – principalmente – rouquidão não são os melhores companheiros para um professor. Falei que talvez o melhor fosse cancelar a aula.

O comprometimento do André continuou:

– De forma alguma. Já estou a caminho e pensando em exercícios extras. Assim, se eu precisar de algum tempo durante a aula, terei atividades para que os alunos possam aproveitar bem o tempo!

Comprometimento! Estratégia! Inteligência! Jogo de cintura! Quantas qualidades as do André! Quantas empresas não dariam tudo para ter um colaborador como ele. Ainda bem que ele está comigo (rs)!

De fato, o André foi minha segunda surpresa positiva na semana. Antes a Débora também deu um show. Comentei em outro texto que havia proposto uma troca de administradora em um prédio em que temos um apartamento alugado. As reações foram muitas, todas – de uma certa forma – atrapalhando:

– Por que você indica esta outra administradora?
– Eles são realmente bons?
– Você garante o trabalho deles?

A Débora não questionou, ela agiu! Foi atrás da administradora indicada, conversou com o proprietário. Trocou ideias, conversou sobre os problemas do prédio, quis saber quais eram as alternativas. E gostou de tudo o que ouviu!

Perfeito! Excelente! A Débora aplicou uma das melhores técnicas na busca de soluções, ela SOMOU! Em vez de resistir, de atrapalhar, ela agregou. Foi a opinião dela, junto com a minha, que culminou com a tão desejada troca de administradora.

Que exemplos! Que alegria viver cercado por pessoas assim. Certamente por conta deles não consigo tirar de minha cabeça uma música de Vinícius de Moraes:

“Se todos fossem iguais a você
Que maravilha viver…

Ah, a propósito, a aula do André foi um show! Um sucesso!

Grande abraço!

Fernando Andrade
www.pessoasetecnologia.com.br
fernando@pessoasetecnologia.com.br
(11) 9 9943-4909, 3214-0519


Bendito Condomínio!

A vida sempre nos reserva boas surpresas!

Eu e minha mulher temos um apartamento alugado em um imóvel perto de casa. Embora eu já tenha participado de algumas reuniões de condomínio lá, perdi a paciência – quem é que não perde? – e há algum tempo não tenho ido nestas seções de terapias coletivas (rs).

Na última realizada, perguntei se a inquilina gostaria de participar. Ela foi, era de seu interesse também. E voltou com notícias alarmantes: salários atrasados, impostos acumulados, prédio extremamente malconservado. Pior, a solução imaginada na reunião para solucionar tudo isso foi pedir empréstimo!

Surtei! Imagina, empréstimo é bola de neve, é empurrar o problema e torná-lo ainda maior. Mas o que fazer? Eu já havia tentado há alguns anos convencer moradores, síndico e subsíndico a tomar algumas atitudes. Em vão, ninguém se mobilizou.

Em uma tarde de sábado, tive um estalo. Imprimi uma carta simples e coloquei embaixo de cada porta no prédio. Dizia que estava preocupado com a situação do prédio e propunha algumas soluções: uma nova administradora – mais profissional, síndico profissional – um que eu conhecia e admirava o trabalho, além de medidas para agilizar um processo movido há mais de 10 anos – dá para acreditar? – contra um condômino inadimplente.

Que surpresa! A adesão foi enorme! As pessoas me procuraram quase que de imediato. Deixei meu e-mail e WhatsApp para contato, as mensagens começaram a pipocar. Marcante foi a Dona Ilda, uma das proprietárias – já de idade – agradeceu muito minha iniciativa. Há muito tempo ela também queria fazer algo e não sabia como.

Marcamos uma primeira reunião informal, saímos já com algumas ações concretas. Três dias depois, marcamos outra e já havíamos definido uma nova administradora, um novo síndico e um sistema informal de vaquinha entre moradores para o problema financeiro imediato, até que o processo contra o inadimplente vingasse.

Três dias! Foi só isso para traçarmos e iniciarmos um plano de ação! Isso é que é trabalho em equipe! Nunca havia participado de reuniões tão produtivas!

Neste meio tempo, apareceu um artigo do LinkedIn, falava sobre a Christina Lee, uma engenheira de software que após se formar decidiu atravessar sozinha os Estados Unidos levando apenas o essencial. Cabia tudo em um carrinho de bebê, ela andou quase 5.000 km. Aí o carrinho quebrou, teve que carregar tudo nas costas. Tudo isso chamou a atenção da revista Runner’s World, que fez uma cobertura completa da aventura e tornou Christina uma pessoa famosa.

Claro que não estou comparando minha história do condomínio com essa da Christina, mas certamente a lição fica: tudo se resolve se agirmos!

As boas notícias não param por aqui. Fiquei curioso com a história da moça, fui atrás e descobri que hoje ela é engenheira de software no Pinterest. Sua agenda diária é uma loucura, muito intensa e com um grande trabalho em equipe.

Para coroar, descobri que ela usa lá o Slack. Nunca havia ouvido falar. A empresa Slack é uma startup lançada em 2014 e avaliada recentemente em 5,1 bilhões de dólares. Foi criada para ajudar empresas a melhorarem sua comunicação interna, reduzindo a necessidade da troca de infinitos e-mails e da participação em diversas reuniões para tomada de decisão.

Apesar de relativamente nova, a ferramenta é usada no AirBnb, NASA e até o Departamento de Estado norte-americano. Fui conhecer a ferramenta e gostei muito. Quem sabe está aí a abertura para mais um curso de sucesso.

Como disse a Christina: “Life is good”!

Grande abraço!

Fernando Andrade
www.pessoasetecnologia.com.br
fernando@pessoasetecnologia.com.br
(11) 9 9943-4909, 3214-0519

Desafios. Ações. Resultados!


Ministro aulas desde 1986! Já estou acostumado? Nada mais me surpreende? Nossa, muito pelo contrário! Cada cliente novo, cada novo tema, representa novos desafios! A adrenalina é alta sempre!

Estamos com um cliente novo, um projeto de ampla formação em Excel. Desenhamos quatro títulos: Excel Intermediário, Excel Avançado, Excel Dashboards e Excel VBA Macros. Um trabalho intenso, primeiros assuntos tratados mais ou menos na metade do ano passado e aulas propriamente ditas iniciadas agora em março.

Não, março não, tivemos uma palestra de apresentação no final de fevereiro. Que palestra! Muitos e muitos participantes dedicaram seu tempo de almoço para … almoçar, claro, e conhecer recursos interessantes do Excel. Recursos salvadores!

A interação foi enorme, as reações as melhores possíveis. Dá para acreditar que o pessoal riu muito durante a palestra? Uma palestra técnica? Pois é, uma das pessoas da área de treinamento fez um comentário muito interessante. Ela disse que outros palestrantes também se apresentaram em dias anteriores, até um palhaço falou sobre motivação e comportamento. Ela disse que nem na palestra dele as pessoas riram tanto quanto nesta de Excel. Que comentário!

Mas esse foi só um aquecimento, os cursos completos começaram em março. Eu estava um pouco agitado no primeiro dia, na expectativa! Mesmo sendo cursos que já ministro há muito tempo, o cliente era novo. Com suas necessidades específicas e desafios típicos da área de atuação da empresa.

Logo nos primeiros dias, os comentários dos participantes tranquilizaram:

– Seu curso foi excelente!
– Achei o curso muito proveitoso e a forma de ensino também.
– Parabéns, o treinamento foi ótimo. A forma e vitalidade como conduz e como ensina de maneira “humana” é incrível!

Não estou sozinho nesta empreitada, somos dois neste cliente, o professor André está comigo. E indo no mesmo caminho, olha só uma manifestação de aluno:

– Seu “modus operandis” é bem interessante e cativa a participação de todos. Prefiro também a linha de engajar a todos em sala, tornando o curso mais participativo para todos.

Que resultado! Sempre defendi que o segredo para uma boa aula é o máximo de planejamentos ANTES e o máximo de descontração e rebeldia (rs) DURANTE. Além disso, a melhor forma de entender o Excel é desmistificá-lo. Assim, um bom professor não pode nunca ensinar, por exemplo, que uma função PROCV é formada por três argumentos, o primeiro é o item a….

Chega, vou parar senão você não lê mais este texto. A melhor forma de ensinar este recurso é mostrar uma planilha parcialmente preenchida e conversar com os alunos sobre o que está faltando nela. No momento em que eles falarem que será preciso PROCURAR mais informações, é hora de falar sobre PROCV.

Ufa, foi um trabalho grande até agora, desafios vários. Felizmente todas as nossas ações estão se mostrando eficazes, então – mesmo ainda no início do trabalho – já estamos colhendo excelentes resultados. Que maravilha! Que sensação boa!

Grande abraço!

Fernando Andrade
www.pessoasetecnologia.com.br
fernando@pessoasetecnologia.com.br
(11) 9 9943-4909, 3214-0519

Listar ou não listar – eis a questão!

Um parque? Uma praça? Que nada, este é o terraço da Prefeitura de São Paulo, um dos muitos locais que conheci em minhas férias planejadas!

Terminaram há pouco minhas férias, foram dias de mais completo descanso. Não abri jornal, evitei computador e só abri o Google para assuntos ligados a lazer. E também não planejei horários para as atividades do dia!

Pois é, listar atividades diárias. E com horários! Sou fã incondicional de um bom gerenciamento de tempo, planejar o que queremos fazer no dia – definindo inclusive um horário provável – produz resultados absurdos. Costumo chamar esta metodologia de “milagre da multiplicação das horas”.

Mas eu estava em férias, pensar em cumprir horários para passeios, visitas e lazer não combina com descanso. Claro, o planejamento está em meu sangue, é meu jeito de aproveitar bem a vida, então certamente listava o que queria fazer durante o dia. Foi por isso que consegui ter férias incríveis!

Voltei ao trabalho! Que sensação boa começar o dia com um bom planejamento. Que maravilha é listar tudo o que precisa ser feito e definir horários possíveis. Que sentimento de realização é executar cada tarefa esperada e ter a certeza de um dia bem vivido!

A metodologia é simples! Muito simples! Falo bastante sobre ela em meu curso “O Outlook como ferramenta de produtividade”. Veja só um pequeno exemplo:

——
8 h
. Responder e-mails

8h30
. Consultar saldo no banco
. Pagar condomínio

9h
. Ligar para cliente ABC
—–

Listar atividades assim é milagroso! O segredo – sutil – está no horário das 8h30. Ao começar meu dia planejando tudo o que tenho que fazer, percebo que há duas atividades ligadas a bancos, “Consultar saldo” e “Pagar condomínio”. Se não planejasse, provavelmente veria meu saldo em um determinado momento e depois, quando lembrasse do condomínio a ser pago, teria que ENTRAR DE NOVO no aplicativo do banco para pagar a conta.

Este é o milagre da multiplicação das horas. No horário das 8h30 eu consegui fazer DUAS ATIVIDADES. O planejamento multiplicou este meu horário, duas tarefas em um só momento da lista.

Claro, férias precisam ser mais relaxadas, não necessariamente eu precisava me preocupar com horários. Mesmo assim, um pouco de planejamento sempre é bem-vindo. Minhas listas nestes dias de descanso foram mais resumidas:

——
. Conferir horário da sessão no cinema
. Consultar saldo no banco
. Pagar condomínio
. Ligar para meu pai
—–

Bem mais simples! Bem mais coerente com férias!

Bem, acabou meu tempo para escrever este texto, vou ver agora a próxima tarefa para hoje! 🙂

Grande abraço!

Fernando Andrade
www.pessoasetecnologia.com.br
fernando@pessoasetecnologia.com.br
(11) 9 9943-4909, 3214-0519

Turistando em São Paulo

Edifício Martinelli - Terraço Verde

– Vocês também estão “turistando” em São Paulo?

Foi essa pergunta que ouvimos, eu e minha esposa Cecília, na entrada da cripta da Catedral da Sé. Pois é, estávamos! E foi um jeito sensacional de aproveitar as merecidas férias agora em janeiro.

Viajar para outras cidades, outras regiões, outros países, certamente é muito bom, faço e quero fazer passeios assim muitas vezes. Só que viajar na cidade em que vivemos, não importa seu tamanho, pode trazer – certamente traz – surpresas incríveis!

Que sensação ótima foi descer a Rua Augusta da Paulista sentido Jardins! Há lojas dos mais variados tipos e – este foi o destaque desse passeio – galerias inacreditáveis. Além da Galeria Ouro Fino – talvez a mais conhecida – há outras menos famosas e talvez até mais surpreendentes.

Quer ver? Na altura do 2212, bem no meio da agitação e barulho da rua, há uma galeria ao ar livre que parece um oásis em um deserto. Tranquila, sossegada, a sensação é estar em uma pacata cidade do interior. Se não bastasse, na entrada há um delicioso ponto de comida árabe. Um autêntico, proprietários árabes, produtos de primeira qualidade – Turkish Doner Kebab.

É só isso? Claro que não! Descendo um pouco mais, altura do 2366, há outra galeria que – essa mais ainda – lembra literalmente um oásis. Em plenos 35 graus do forte verão, o frescor proporcionado pelas árvores desta galeria é inesperadamente bem-vindo. O local é tão fresco, úmido até, que cheguei a molhar meu tênis na água acumulada entre os paralelepípedos que calçam esta viela.

Vou parar por aqui a descrição das surpresas da Rua Augusta, senão este texto fica enorme. Até porque quero falar um pouco de tudo o que vi “turistando” em São Paulo neste janeiro:

Pavilhão Japonês no Ibirapuera, parece um pedaço do Japão no Brasil;
Jardim das Esculturas também no Ibirapuera, espaço ao ar livre entre o MAM, Bienal e Oca com trinta obras pertencentes ao MAM; aqui você também vê uma amostra de paisagismo de Burle Marx;
– O próprio MAM – Museu de Arte Moderna de São Paulo, que eu NUNCA havia visitado nestes quase 40 anos vivendo em São Paulo;
– Ainda falando de museus, bem ao lado do Ibirapuera fica o MAC – Museu de Arte Contemporânea; é um complexo arquitetônico projetado por Niemayer e equipe com cerca de 10 mil obras como Picasso, Chagal e Anita Malfati, além de um terraço com uma vista maravilhosa de toda a região;
Edifício Matarazzo, sede atual da Prefeitura de São Paulo, também conhecido como Banespinha, com sua impressionante cobertura verde idealizado por um jardineiro que ali trabalhou;
Farol Santander, popularmente chamado de Banespão, com seus andares dedicados à história do prédio e a exposições variadas, também proporciona uma vista sem igual do Vale do Anhangabaú e região;
Edifício Martinelli, que normalmente é fechado para visitas, mas esteve aberto no dia do aniversário da cidade; a história do prédio é emocionante, a vista lá de cima mais ainda;
Parque da Água Branca, uma fazenda bem no meio da cidade, com seus prédios antigos, galinhas, patos, cavalos, jardins, lagos e árvores centenárias.

Ufa! Que férias!

Ah, sempre que possível, procuro falar sobre tecnologia em meus textos. Então, um clima de férias não combina com o stress característico do trânsito paulistano, por isso fui a todos estes locais usando transporte público. Além de metrô – um meio que gosto DEMAIS nesta cidade – os ônibus não deixaram a desejar. Hmmm, aqui muita gente pode duvidar, pode achar que estou sendo otimista demais. Então, vamos a uma prova.

Ainda dentro de casa, abro o Citymapper, um aplicativo de locomoção e vejo várias opções para chegar ao Ibirapuera: carro, transporte público, a pé, bicicleta e táxi – ou Uber. Escolho um ônibus, o aplicativo indicava 13h46 o horário em que o ônibus passaria a algumas quadras. Inacreditável, o ônibus passou exatamente na hora marcada. Pontualidade britânica no Brasil? Não exatamente, vários ônibus hoje têm GPS, o Citymapper tem acesso e informa os horários precisos. Incrível!

Estou voltando hoje ao trabalho, completamente descansado e pronto – na verdade, ansioso – para as aulas do ano. E sabe o que é melhor? Sei que posso ter vários dias de férias ao longo do ano “turistando” em São Paulo, afinal há muito, muito o que ver, tudo na cidade em que vivo. Que boa perspectiva para o ano!

Grande abraço!

Fernando Andrade
www.pessoasetecnologia.com.br
fernando@pessoasetecnologia.com.br
(11) 9 9943-4909, 3214-0519

Haja estômago!

Mosteiro São Bento - Natal Iluminado São Paulo 2018

Ar condicionado e professor não combinam, a garganta sempre sofre. A minha ficou inflamada, uma bactéria oportunista aproveitou, a inflamação virou infecção, os antibióticos e anti-inflamatórios entraram em cena.

Deu certo, minha garganta está 100% normal, a voz voltou com força total e as aulas continuam muito boas. Modéstia à parte! E o estômago? Ah, esse pagou parte da conta, junto com o esôfago! Fiquei com uma gastrite leve, junto ganhei um refluxo e esofagite.

Veio em seguida o grande desafio, encontrar um médico competente. Que luta! Um deles, não me deu a menor chance de conversar na consulta, era visível a vontade dela que eu fosse embora rapidamente. Entregou um regime dizendo:

– Siga estas orientações. Se estiver fazendo outras coisas, continue!

Disse isso e já foi logo levantando, me dispensando. Tentei fazer algumas perguntas mesmo em pé, mas nem sei se ela refletiu, deu respostas rápidas já com a mão na maçaneta da porta.

Fui então a outro gastro, um que atendeu minha mulher há algum tempo. Como já tinha uma experiência com outra médica, comentei sobre os remédios que estava tomando. Sabe qual foi a resposta dele?

– Você já veio aqui com um tratamento pronto! O que mais você quer?

Pode isso? Tentei argumentar que queria uma segunda opinião, se deveria continuar o tratamento. Ele concordou e também foi me dispensando. Perguntei se deveria voltar depois de um tempo, quem sabe uma nova avaliação. “Daqui um mês”, disse aparentando contrariedade.

Quem ficou contrariado fui eu! Que absurdo o atendimento!

Mas a vida sempre reserva boas surpresas, é só ir atrás. Lembrei que há muito tempo, mais exatamente há sete anos, também tive uma crise de gastrite. Estava tomando remédios prescritos por um médico – mais um da categoria “incompetente” – e não estava funcionando. O “incompetente” então dobrou a dose! Uma dose cavalar!

Mudei a dose conforme recomendação? Claro que não! Mudei o médico (rs)! Felizmente encontrei um profissional bastante experiente – um digno da profissão que exerce – que ouviu meus argumentos, avaliou o tratamento já feito e simplesmente disse:

– Tomou os remédios? Relaxe, vai viver a vida! Em breve você vai colher os resultados!

Foi o que fiz! E funcionou! Em poucos dias já não estava sentindo qualquer problema. Amanhã volto a ele, tenho forte intuição de que ele vai avaliar o que estou fazendo e – de novo – mandar eu viver a vida!

É essa mesma vida que está a nosso favor, basta deixarmos. Ontem minha cunhada Bia falou sobre um gastro que a salvou de uma situação bem complicada há alguns anos. Um profissional muito competente, que além de avaliar os sintomas físicos, considera também a parte emocional. Afinal, estômago sofre muito – demais – as consequências de nossas emoções.

Se o médico que mandou eu viver a vida não corresponder às expectativas – algo que duvido – vou consultar este de minha cunhada. Certamente terei uma solução! Meu estômago e meu esôfago agradecem! Um excelente ano novo me espera! Minha agenda de treinamentos para o primeiro semestre já tem 40 eventos agendados!

Um FELIZ 2019 para todos nós! E um EXCELENTE Natal, bem no clima da imagem que abre este artigo!

Grande abraço!

Fernando Andrade
www.pessoasetecnologia.com.br
fernando@pessoasetecnologia.com.br
(11) 9 9943-4909, 3214-0519

Bohemian Rhapsody

Um cliente de longa data pediu a gravação de vídeos para um treinamento de Windows 10 – as novidades e os recursos essenciais. Fiz uma estimativa, seriam 28 vídeos de 2 a 3 minutos cada, 28 horas totais de trabalho.

28 horas de trabalho? Doce ilusão! Foram incríveis 68 horas! Por que esta diferença enorme? Motivos não faltaram:

– Vídeo com pequeno problema no som, melhor gravar novamente;
– Explicação poderia ser ligeiramente mais didática; vou fazer outro;
– Exemplo bom, mas tenho outro melhor;
– Posição da foto no vídeo poderia ser um pouco mais à direita, vou consertar;
– Tamanho da fonte nos textos auxiliares talvez esteja pequeno, experimento outro;
– Sombra nas imagens ligeiramente deslocadas, vou refazer;
– Será que o som um pouco mais alto ajudaria? Melhor testar;
– Um efeito de transição ajuda a prender a atenção do aluno? Vou experimentar.

E assim foi o trabalho! Perfeccionismo? Hmmm, acho que não! Insegurança quanto aos resultados? É, talvez um pouco, mas não explica todo esse cuidado! Mas então, quais os motivos?

Quase no final do trabalho, dei um tempo, fui com minha mulher ver “Bohemian Rhapsody”, filme com a história do Queen e do Freddy Mercury. Imperdível! Sensacional! Emocionante! Gratificante e altamente encorajador! Saí encharcado do cinema!

No meio do filme, tive um estalo, descobri o motivo da demora das gravações dos vídeos. Na produção da música título do filme, “Bohemian Rhapsody”, Freddy insistia em gravar, gravar e gravar cada trecho da “ópera”. A cena da gravação do trecho “…Galileo…” é impressionante! Além da busca da qualidade, as muitas gravações foram depois reunidas e o resultado – várias vozes – é marcante.

Então, esta busca pela qualidade, associada a um prazer genuíno pelo trabalho, ficaram evidentes no filme. E também me fez perceber que – quanta pretensão a minha esta comparação com o Queen – é exatamente o que buscava e sentia nas gravações dos vídeos. O prazer de fazer o melhor trabalho possível era meu grande motivador! Essa frase parece um chavão, mas – sinceramente – é a mais pura realidade.

Saí do filme muito leve, passei a trabalhar ainda mais intensamente na gravação dos vídeos restantes. Nem preciso dizer que demorei ainda mais, já que agora eu tinha o aval do Freddy Mercury (rs) para gastar o tempo que fosse necessário para conseguir resultados excelentes.

Para quem quiser conferir um destes vídeos, eis o link: Windows 10 – Snap View.

Grande abraço!

Fernando Andrade
www.pessoasetecnologia.com.br
fernando@pessoasetecnologia.com.br
(11) 9 9943-4909, 3214-0519