Será que nunca vou parar de aprender?

– Fernando, não seria melhor usar o recurso de acompanhamento do Outlook para fazer follow-up de meus e-mails?

Ministro um curso de gestão do tempo há muitos e muitos anos. São várias as empresas que já solicitaram este treinamento, os públicos são os mais diferentes possíveis, por isso mesmo já perdi a conta de quantas vezes já reestruturei a aula.

Pois então, na semana passada eu havia acabado de explicar um dos conceitos essenciais da gestão do tempo – a centralização de todas as atividades diárias em um único local – quando uma aluna falou sobre o recurso de acompanhamento do Outlook.

Vibrei com a pergunta, ela me deu a chance de tornar ainda mais clara minha explicação – e os argumentos para colocar em prática minha recomendação. Nunca havia pensado em dar um exemplo relacionado à pergunta que aquela aluna fez. Que sensação maravilhosa eu tive na aula.

Sinto-me uma pessoa privilegiada. Trabalho nas mais variadas empresas, cada uma em uma cidade e estado diferente do Brasil, conheço pessoas novas o tempo todo, visito lugares novos, ajudo pessoas a tornar suas vidas melhores – e ainda ganho para fazer tudo isso! Sou ou não sou um privilegiado?

Situações novas que ajudam a melhorar os cursos acontecem o tempo todo. Na semana anterior à pergunta que abre este artigo, estava eu ministrando um curso sobre a arte de falar em público. Veio mais uma pergunta:

– Eu falo bem, não fico envergonhada, conheço o assunto, não sou tímida, mas percebo que as pessoas riem de mim em minhas palestras. O que será que há de errado comigo?

Que desafio! E que oportunidade nova de aprendizado! Foi só eu pedir para esta aluna levantar e explicar algo para mim e para a turma na frente da sala que percebi a raiz do problema. Ela faz apresentações em reuniões, mas usa uma linguagem típica de professora de crianças:

– Nosso tema hoje é sobre os procedimentos de segurança, este é um assunto muito…

Vejam, ela não termina a frase, fica esperando alguém completar … tal como faz uma professora. Uma professora em uma turma de crianças está muito certa em fazer isso, mas um profissional em uma reunião de negócios deve usar abordagens mais corporativas.

Nem preciso dizer o quanto esta aluna ficou contente quando conversamos sobre tudo isso. E eu descobri mais um assunto para colocar em minha aula de oratória. Não é mesmo muito bom tudo isso?

É, acho que nunca vou parar de aprender! Que ótima notícia!

Ah, a propósito, em vez de usar o recurso de acompanhamento do Outlook, os follow-ups são muito mais eficazes quando inseridos no calendário, e não na caixa de entrada. Mas este é um tema extenso demais para abordar em um artigo como este. Quem quiser mais informações, fique à vontade para enviar e-mail e pediu uma apostila completa com todas as considerações necessárias.

Um abraço grande,

Fernando Andrade
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