Fui xingado de ponto de pedágio

– Seu ponto de pedágio!

Pois é, foi o que ouvi outro dia. Estava para atravessar uma rua na faixa de pedestres, um local sem semáforo, quando um carro quase me atropelou. Reclamei mostrando a faixa, o passageiro – nem foi o motorista – olhou para trás e me chamou de ponto de pedágio.

Na hora nem entendi direito, como assim ponto de pedágio? Talvez ele achasse que parada obrigatória só mesmo em pedágio. Ou que seria ridículo parar antes de uma faixa, afinal não havia uma cancela, e resolveu passar direto. Havia pedestre atravessando? Ah, problema dele, deve ter pensado o passageiro – e o motorista cúmplice.

Tempos depois recebi um e-mail de um amigo, o Roberto, falando de ações simples e de coisas que funcionam. Nossa, o texto dele tinha total ligação com meu quase atropelamento.

O Roberto havia acabado de chegar de uma viagem, descansado e impressionado com atitudes marcantes e ao mesmo tempo simples que havia visto:

– Quando todos os carros procuram ficar à direita, o trânsito melhora. Isso é básico, pondera o Roberto. Eu concordo!
– Dar seta na saída de uma rotatória é uma segurança. É obrigatório na Suíça, ele acrescenta.
– Andar de carro prestando atenção no pedestre na calçada ajuda a diminuir os acidentes. Além disso, completa o Roberto, fica mais fácil parar na faixa de pedestre, afinal estamos prestando atenção ao pedestre.

Em algum ponto de sua mensagem, o Roberto fala também das estações de trem, das facilidades que encontrou para o pagamento. O que me fez lembrar uma atitude que sempre me deixa inconformado. As pessoas ficam em uma fila para comprar seu bilhete e apenas quando chega sua vez é que tiram da carteira o dinheiro para a compra. E demoram para fazer isso! Ora, não seria mais simples – mais rápido, mais produtivo – já separar o dinheiro enquanto estão na fila? Isso é respeitar as demais pessoas atrás! Isso é respeitar acima de tudo o próprio tempo. E é uma atitude simples.

Se a mensagem do Roberto já estava interessante, fica ainda melhor quando ele leva estas ações simples para nosso computador. Meu amigo trabalha com TI e finaliza seu texto dizendo que atitudes adequadas com os programas do computador – em geral atitudes igualmente simples – geram respostas muito melhores.

Tanto concordo que até me permito fazer um paralelo: será que andar à direita no trânsito não significa pensar duas – três, quatro – vezes antes de enviar um e-mail? Será que o fluxo de e-mails em nossas caixas de entrada não seria muito menor?

É, atitudes simples muitas vezes provocam grandes resultados. A sociedade agradece! O pedestre na faixa agradece. Até seu computador agradece! Melhor, é tudo muito simples!

Um abraço grande,

Fernando Andrade
www.pessoasetecnologia.com.br
fernando@pessoasetecnologia.com.br

Seu currículo mudou este ano?

Minha mulher diz que sou um eterno insatisfeito, eu concordo.

Estou com uma vaga nova na garagem do prédio em que moro, não sosseguei enquanto não testei várias formas de estacionar o carro. Muitas tentativas depois, hoje tenho até prazer em estacionar o carro (rs).

Ministro o evento “Criando slides eficazes com PowerPoint”, discutimos ideias de como tornar as apresentações empresariais mais criativas, mais interessantes, que tornem as reuniões mais animadas, com metas atingidas. No entanto, muitas vezes alguns alunos usam slides para fazer relatórios, assunto que não só não é abordado, mas também criticado. Slides foram feitos para exibição de ideias em telão, não para relatórios!

Estes alunos estão errados? Seus gestores ou empresas não estão usando a ferramenta certa? São perguntas sem respostas, nem adianta investir tempo no assunto. Então, insatisfeito com esta situação, estou preparando para este ano o evento “DocSlides”, este sim voltado totalmente para o uso de slides na confecção de relatórios. Não relatórios com jeito de Word, mas trabalhos inovadores, bonitos, bem formatados – e com jeito de PowerPoint!

Estive com um amigo ontem, falamos sobre viagens e línguas novas. Ele disse que tem vontade de aprender idiomas e viajar pelo mundo. Muito bom, eu disse, mas fico inconformado quando tudo fica só na vontade. Perguntei se ele já havia bloqueado a agenda para a próxima viagem ou se já havia decidido como estudar o próximo idioma. Ainda não!

Durante muitos anos tive vontade de fazer viagens internacionais, mas – tal como meu amigo – tudo ficava só na vontade. Isso me deixava muito incomodado, até que um dia resolvi agir. Desde então já fiz três viagens internacionais – sempre ficando um mês inteiro em cada uma delas – e já estou preparando a próxima, Berlin. Esta nova viagem só está se tornando realidade porque arregacei as mangas e agi. Pesquisei as melhores alternativas de passagens aéreas, a opção mais viável de hospedagem, até alemão estou estudando!

Amanhã farei um curso de meditação. Muito diferente de tudo que falei até agora? Claro que não! Ministro cursos de gestão de tempo e apresentações em público, saber manter o equilíbrio emocional e a paz de espírito é essencial nestes temas. Modéstia à parte eu tenho um ótimo equilíbrio, mas será que este curso novo vai me trazer novas ideias? Amanhã vou saber!

Meu currículo está diferente? Meditação, viagens, idiomas, trabalhos novos e até um jeito novo de estacionar o carro. É, preciso atualizá-lo! Que bom! A pergunta que não quer calar: e seu currículo, mudou?

Um abraço grande,

Fernando Andrade
www.pessoasetecnologia.com.br
fernando@pessoasetecnologia.com.br