O Sr. Expedito também sobe escada!

Comentei há algum tempo que subo escada praticamente todos os dias. É uma forma de fazer exercício sem academia. Mais, talvez seja um jeito de fazer exercício sem perceber, afinal preciso chegar em casa e a escada está lá. São oito andares!

Sempre que posso toco neste assunto! Gosto tanto dos resultados que repito o tema na esperança de que alguém ouça e faça o mesmo. É tão simples! É tão eficaz! Confesso, porém, que me pergunto se as pessoas não se cansam de ouvir.

Ontem estava frio, na portaria estranho o Sr. Expedito – o porteiro – sem agasalho.

– Olá, Sr. Expedito! O senhor não está com frio?

Que surpresa a resposta:

– Sr. Fernando, acabei de subir as escadas, fui até o último andar, o 14º. Resolvi seguir seu exemplo!

Que alegria senti! Ainda mais que o Sr. Expedito falou com um grande sorriso nos lábios. E ele completou dizendo que é muito fácil, não dura nem cinco minutos e ele se sente muito bem.

Você já tentou mostrar alguma coisa a seu filho e ele resistiu? Sua mulher ou seu marido parece nunca concordar com algo que você tem certeza de que é bom, saudável? Seus amigos insistem em não prestar atenção em algo em que você acredita muito? Pois é, provavelmente o melhor jeito de mostrar alguma coisa a alguém é dando exemplos.

Nunca me esqueço quando uma vez fui com meu sobrinho Lucas ao Parque Villa-Lobos, ele tinha perto de dois anos na época. Era cedo, poucas pessoas por lá, estava calor, compramos sorvete. Terminei e fui procurar um lugar para jogar a embalagem. Ao voltar, escutei:

– Tio, por que você fez isso? Ninguém está olhando!

Respondi de imediato, sem nem mesmo pensar:

– Eu estou olhando, Lucas!

Nem queria passar uma lição a ele, foi instantânea a resposta. Só sei que o Lucas nunca mais esqueceu este dia. Só sei que o Lucas hoje é uma pessoa de bem! Este momento no parque ajudou? Gosto de pensar que sim! Provavelmente sim! Não importa, apenas fui eu mesmo!

Falo em minhas aulas sobre a importância de administrar o tempo, de métodos para tornar produtiva uma reunião ou ideias para transmitir mensagens através de slides. De nada adiantaria tudo isso se eu chegasse atrasado aos treinamentos, consultasse incessantemente o WhatsApp no encontro com colegas ou mostrasse slides congestionados em telão.

Temos que ser coerentes!

Um abraço grande,

Fernando Andrade
www.pessoasetecnologia.com.br
fernando@pessoasetecnologia.com.br
(11) 9 9943-4909, 3214-0519

Sou contra! Aliás, estou torcendo para dar tudo errado!

Fico indignado com estas frases, tenho ouvido e lido muitas opiniões nesta linha. O assunto? Olimpíadas no Brasil! Os argumentos são os mais variados possíveis:

– Há muito o que fazer no Brasil, não está certo gastar tanto dinheiro assim com Olimpíadas;
– Tem muita roubalheira, empresas, governos, entidades, pessoas, muita gente ganhando dinheiro às custas do evento;
– O Rio não está preparado para um acontecimento desta importância.

Certos ou erradas estas posições, o fato é que as Olimpíadas estão aí. É fato! Minha amiga Angela Braido viu um texto meu outro dia em que comento como Berlim, apesar de inúmeros problemas, sabe muito bem receber turistas. Ela enviou mensagem dizendo que deveríamos aprender com este exemplo.

Os jogos estão aí, começam em alguns dias, ESTOU TORCENDO PARA DAR TUDO MUITO CERTO! Vão acontecer erros? Aos montes! Vai haver vários problemas? Claro, sempre há em qualquer evento, em qualquer país. O que precisamos – e não só nas Olimpíadas, mas na vida como um todo – é fazer tudo ao nosso alcance para que o melhor aconteça.

Li que vários moradores do Rio estão oferecendo suas casas, de graça, para acolher turistas, atletas, delegações, jornalistas e todos que lá chegarem e tiverem problemas. Que exemplo! Este é o espírito olímpico!

Espírito olímpico? Que bobagem, ninguém liga para isso. Pois é, hoje o Marcelo Rubens Paiva lembra em seu artigo semanal no Estadão o motivo das Olimpíadas. Segundo ele, os jogos foram criados como uma forma de evitar guerras entre países. A tocha olímpica circulando pelos vários lugares do mundo é uma espécie de voto de paz, uma trégua temporária. Eu não sabia!

O fato é que vou fazer de tudo a meu alcance para que tudo der certo. E também vou lá ver os jogos de perto. Na verdade, farei meio que uma loucura. Na impossibilidade de ver todos os jogos, de encontrar quartos a preços razoáveis em hotéis – os valores estão absurdamente altos, me recuso a concordar com isso – viajo para o Rio no domingo, 7/agosto, pela manhã, vejo uma competição de ginástica artística feminina à tarde – algo que sempre me encantou nas Olimpíadas – e volto para São Paulo nesta mesma noite.

Loucura? Cansativo? Insensato? Pode ser, mas não quero desperdiçar esta oportunidade, provavelmente nunca mais terei a chance de ver um evento olímpico no Brasil. E sabe o que é melhor? Minha Tia Elisa concorda plenamente comigo. Aos 86 anos de idade – um pouco mais, um pouco menos, nunca sei idades, não ligo para isso – vai comigo. Pois é, enquanto muitos encontram motivos e justificativas para não ver os jogos, minha Tia Elisa … simplesmente vai comigo. Quem quer faz, quem não quer, explica!

Dia 7 está chegando, não vejo a hora!