A OAB e o passeio com os cachorros!

– Ganhei mais ânimo com seu curso, vou tentar tirar a carteira da OAB que abandonei por vários motivos. Na verdade, se eu o tivesse conhecido antes, já teria feito isso, meu tempo foi mal gerido!

Esta foi a mensagem que recebi no WhatsApp semana passada, um dia depois de ministrar o evento “Gestão do Tempo” em uma grande empresa. Puxa, nem preciso dizer o quanto fiquei impressionado. E satisfeito! E, por que não admitir, até com um pouco de medo.

Que responsabilidade dar aulas. Meu objetivo era apenas apresentar técnicas – modéstia à parte, excelentes técnicas – para um ótimo aproveitamento do tempo profissional e pessoal. Nem imaginava que um dos alunos levaria o assunto tão longe assim. Nas palavras dele em outra mensagem que trocamos:

– Gostei do puxão de orelha que você me deu!

Que bom, fico contente!

Gerir bem o tempo não é apenas tirar a OAB, terminar uma faculdade incompleta ou dedicar alguns minutos e ligar para os pais distantes no interior. Administrar o tempo é uma filosofia de vida, um jeito de viver. Só que quer MESMO aproveitar intensamente cada minuto de vida percebe isso.

Felizmente, além da vontade, há ferramentas que ajudam muito. Um Outlook bem aproveitado ou um smartphone eficientemente utilizado podem ser essenciais. O irônico é que a escolha da melhor ferramenta chega até a ser irrelevante, o importante é que fazer com ela. De novo, querer entra na equação!

Veja que sensacional o caminho que uma mãe me mostrou outro dia em sala de aula. Com um recém-nascido em casa, ela chegava do trabalho e já logo tratava de cuidar do jantar da criança. Só quando terminava, exausta, é que dava um jeito de comer alguma coisa também.

Bem, um dia ela teve uma grande luz: que tal jantar JUNTO com o filho? Pois é, uma ideia tão simples, tão sensata. É só alternar uma colher para filho e outra para ela. Bingo! Melhor, agora ela tem tempo até para ler um livro ou ver uma série na TV. Sobram horas no final do dia!

É, mas aproveitar bem o tempo não se limita apenas a fazer várias coisas ao mesmo tempo, mas GOSTAR de fazê-las. Outro dia encontrei meu amigo Lucio passeando com seus cachorros. Ele me explicou que esta é uma das melhores horas de seu dia, são 30 minutos de puro relaxamento e alegria.

Alguns reclamam, depois que nasceu meu filho nunca mais tive tempo para mim. Outros lamentam, como dá trabalho sair com estes bichos. Eu, meu aluno advogado, minha aluna mãe de uma bela criança e meu amigo que sabe valorizar um passeio vespertino ouvimos todos estes lamentos e ficamos com mais vontade ainda de viver a vida. Plenamente!

Um abraço grande,

Fernando Andrade
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Morando na casa de espanhóis

Praia de Barceloneta, Barcelona

– ¡Hola, bienvinido a mi casa!

Madri, casa da Julia, 15 dias; Barcelona, Leticia, outros 15 dias. Viajar para a Espanha e morar na casa de espanhóis é a receita perfeita para uma experiência de viagem bem mais completa!

Muita gente estranha quando falo que fico em casa de desconhecidos, comentam sobre a falta de liberdade, o desconforto, o compartilhar cozinha e – principalmente – banheiro. Pois é, tudo se resume à ABERTURA AO NOVO e à CAPACIDADE DE ADAPTAÇÃO A NOVAS SITUAÇÕES.

Cada caso – ou casa – desta minha recente vida espanhola teve seus pontos bons e alguns não tão bons assim. Em Madri, embora o banheiro fosse compartilhado, o quarto contava com um box e chuveiro. Além disso, a cozinha com micro-ondas estava bem ao lado. Um conforto enorme!

Claro, tudo é uma questão de ENTENDER O AMBIENTE que nos cerca. Com dois dias percebendo hábitos, já era possível antecipar melhores momentos para usar dependências compartilhadas. Então, parecia até que estava morando em uma casa só minha!

Algum problema? Bem, os madrilenos gostam de falar alto até tarde da noite, difícil dormir cedo para começar bem o dia seguinte. Tudo bem, foi só sinalizar meu desconforto e o tom de voz baixou – bem, só um pouco – nas noites seguintes. Nada que tenha atrapalhado meu passeio.

Na sequência, Barcelona e um país que parecia outro. Incrível ver a diferença entre as duas cidades, costumes e jeito de viver nitidamente distintos. Li uma frase na internet que achei o máximo, “Quem mora em Barcelona é esperto, quem nasce lá é Barcelonense”.

Quase não vi a Leticia, dona da casa; gente na praia o tempo todo, parecia o Rio de Janeiro; bicicletas como um importante meio de transporte, algo mais raro em Madri. Também tive que compartilhar cozinha e micro-ondas, além de banheiro e chuveiro. Agora não havia mais box no quarto, mas pelo menos eram dois os banheiros na casa.

Mais uma vez, me adaptei, ainda mais rápido do que em Madri! Além de sentir os hábitos da casa, me adaptei também ao jeito barcelonense de viver. Claro, certamente encaixei a praia, molhar os pés nas águas do Mediterrâneo – muito, muito frias – foi uma sensação única!

Chegando perto do final da viagem, e ainda faltando vários lugares para ver, apelei para um bom PLANEJAMENTO e consegui enorme AGILIDADE. Entrei em meu Google Maps, marquei os lugares desejados com uma bandeirinha, aluguei uma bicicleta e lá fui eu curtir cada ponto com a ajuda do mapa. Usar as várias ciclovias da cidade, ver o mar de um lado, edifícios com arquitetura única do outro e parques à frente foi uma experiência única. Inesquecível!

Eu estava em férias? Não, trabalhei também! ADMINISTREI O TEMPO e consegui conciliar passeios e reuniões virtuais com clientes aqui no Brasil, fechei uma turma do evento A arte de falar em público com PowerPoint, sugeri datas para o curso Formação Project e ainda respondi várias dúvidas de alunos sobre Excel e Outlook. Quer coisa melhor do que trabalhar na Espanha?

Foi uma experiência única! Inesquecível! Algo para toda a vida!

Fernando Andrade
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