Xi, errei!

Esta é minha sensei, Lila, ensinando lições de vida para seus felizardos alunos

Sempre quis experimentar uma arte marcial, então há algum tempo – na verdade, há muito tempo (rs) – fiz aulas de aikidô. Foram momentos de muito aprendizado, até hoje lembro de conceitos ensinados por minha sensei. Muitos inclusive eu repasso em minhas próprias aulas.

Uma frase que ficou registrada para sempre na memória foi um comentário da professora, ou sensei:

– Você é muito sincero com seus sentimentos!

Pois é, modéstia à parte eu concordo com ela. Não tenho dificuldade algum em admitir minhas falhas, minhas fraquezas e meus erros. Acredito fortemente que é o caminho certo para corrigir.

Ministrei um seminário nesta semana passada, “Atitude é Tudo”, talvez um dos conceitos mais importantes conversados foi esse, a capacidade de admitir para si mesmo o que está acontecendo. Admitir de verdade!

Vamos refletir um pouco.

Imagine você perto de uma mãe e uma criança pequena, talvez dois ou três anos, que não para de chorar e fazer pirraça. A mãe explica:

– Coitadinha, está com sono!

Será? Pode até ser, mas não seria o caso de a mãe pensar se está educando seu filho da maneira correta? Não estão faltando limites, orientações e até bons exemplos para esta criança? Não sei, não posso julgar, mas acredito que vale a mãe refletir sobre erros e acertos.

Se pensarmos bem, temos inúmeros exemplos semelhantes. Ministrei recentemente um curso de Access, dois dias de treinamento, no início da segunda aula fiz uma pergunta para recordar um assunto já visto no dia anterior, um aluno respondeu:

– Ah, professor, este deve ter sido algo falado ontem, ainda não tive tempo de praticar!

Fico pensando, este aluno tem razão ou quem estava realmente certo era o Diego, um aluno na mesma turma que na noite após a primeira aula repassou todos os conceitos vistos? De fato, o Diego foi bem mais além, tentou visualizar como aplicar tudo em seu trabalho. De novo, difícil julgar, cada caso é um caso, mas não seria o caso daquele aluno pensar sobre sua forma de aproveitar um treinamento?

Vou parar de falar dos outros, melhor dar exemplos próprios. Outro dia fui tirar o carro da garagem de meu prédio, saí de ré e não vi que havia um carro irregular parado próximo à parede. Bati no carro! Ninguém estava por perto, mesmo assim deixei um bilhete no carro com meu nome, celular e uma frase contando o que aconteceu. A pessoa que estacionou irregularmente estava errada, mas eu também, afinal não olhei antes de dar a ré.

Talvez admitir erros seja uma forma de evitar muitos problemas, brigas e confusões. Sei que agir assim não é fácil, mesmo eu que estou escrevendo estas linhas nem sempre admito erros. Um exemplo típico acontece no trânsito, quantas vezes eu erro e minha primeira reação é colocar a culpa no outro?

Minha sugestão? Tenha sempre pronta a frase “Xi, errei”! Funciona!

Um abraço grande,

Fernando Andrade
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