Não sei se é verdade

Fico muito incomodado quando recebo mensagens WhatsApp que começam assim:

– Não sei se é verdade o texto abaixo, mas achei melhor enviar!

E aí vem um alerta, um conselho, uma recomendação médica. Será que o texto encaminhado é verdadeiro? Eu não sei! A pessoa que encaminhou também não! Mas agora é tarde, eu já li, talvez aquilo fique em minha cabeça para sempre!

Olha uma que recebi ontem:

Um aviso muito importante para aqueles que acordam à noite para ir ao banheiro…Deve-se ter cuidado com a “LEI DE UM MINUTO E MEIO” que é cientificamente comprovada “AO ACORDAR DE REPENTE” para fazer…

Nem mostro tudo que recebi, não quero que a mensagem fique em sua cabeça igual ficou na minha. Lendo agora com calma enquanto escrevo este artigo, percebo que nem boa pontuação o texto tem. E ainda se atreve a falar sobre uma lei “…cientificamente comprovada…”.

Em tempos de notícias falsas, as tão faladas fake news, será que fazer nossa parte não é bom senso? Ora, se não sabemos se é verdade, é só não repassar a mensagem. Como é que vou me atrever a enviar um texto “cientificamente comprovado” se não faço a mínima ideia de quem o comprovou?

É por isso que comemoro – MUITO – o WhatsApp ter começado a sinalizar há algumas semanas as mensagens encaminhadas. É uma solução extremamente simples e altamente eficaz. Se leio no alto de um texto que recebo a frase “encaminhada”, já nem vou perder meu tempo lendo.

Sou fã incondicional da tecnologia, minha vida não seria a mesma sem facilidades do tipo Google Maps, Waze, Evernote, Duolingo e – claro – WhatsApp. Gosto tanto que dou aulas sobre o assunto! Justamente por gostar demais de tudo isso é que torço para que estas ferramentas sejam bem utilizadas.

Faço questão de contar um caso. Uma vez alguém me incluiu em um grupo de orações no WhatsApp. Nada contra, talvez esta seja mesmo uma ótima forma de rezar em conjunto. Só que neste grupo – mais de 100 pessoas – a cada oração enviada, todos reagiam respondendo “amém”. É até engraçado, mas quer ver o lado que acaba com o grupo? De tanto receber “amém” e mais “amém”, ninguém mais prestava atenção nas orações. É o cúmulo do desperdício de uma ferramenta tão boa quanto o WhatsApp.

Não sabemos se é verdade? É só não encaminhar! Não temos certeza a respeito do que está escrito? É só não compartilhar! Fácil, fácil fazer nossa parte no combate às fake news!

Ah, a propósito, eu saí do grupo de orações!

Grande abraço!

Fernando Andrade
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