Se eu fosse Você!

Esta é a Victória descansando depois de um bom passeio!

Adoro passear com minha cachorrinha! Se ela quer parar para cheirar algo, eu espero! Se quer atravessar a rua, eu a pego no coloco e vamos para a outra calçada. Se ela quer se coçar, paro de andar. O passeio é dela, não meu! Eu não gosto de cheirar e nem de me coçar (rs), mas se minha proposta é levá-la para passear, tenho mais é que me colocar no lugar dela!

Empatia! Talvez um dos comportamentos mais relevantes para o momento em que estamos vivendo.

Uma vez fui dar uma aula especial para uma pessoa recém-contratada para um alto cargo em uma empresa. Só que ela estava ansiosa para mostrar resultados, não tinha a menor condição de prestar atenção ao que eu iria ensinar.

A solução? Em uma primeira aula com duas horas de duração, passei quase o tempo todo falando sobre o trabalho dela em outras empresas, seus pontos fortes e principalmente sobre o que ela achava que seria o novo trabalho. Só nos últimos 15 minutos comecei a falar sobre os temas para os quais fui contratado.

Tempo perdido? Enrolação (rs)? De forma alguma, as aulas restantes fluíram demais! De fato, foi um dos melhores cursos que já ministrei na vida.

Vejo muitos RHs insistindo em soluções sem realmente entender a necessidade do cliente interno. Vejo muitas empresas correndo atrás de indicadores e estatísticas de aulas realizadas. Tudo bem, pode ser um caminho, mas o que eu busco mesmo são frases assim:

Nossa, esta explicação mudou minha vida!

– Puxa, eu demorava horas para fazer isso, agora é questão de minutos

Dar uma aula e perceber a real necessidade dos alunos é uma realização enorme. Frases como estas justificam todo o meu trabalho.

Aliás, desde que aprendi a me colocar no lugar dos alunos, percebi também como a vida é muito melhor quando percebemos o outro. Hoje consigo entender as razões de minha mulher, do zelador do prédio em que moro, do caixa do supermercado e até do motorista estressado a meu lado. É muito bom viver assim! Eu recomendo!

Um abraço grande!

Fernando Andrade
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Xi, errei!

Esta é minha sensei, Lila, ensinando lições de vida para seus felizardos alunos

Sempre quis experimentar uma arte marcial, então há algum tempo – na verdade, há muito tempo (rs) – fiz aulas de aikidô. Foram momentos de muito aprendizado, até hoje lembro de conceitos ensinados por minha sensei. Muitos inclusive eu repasso em minhas próprias aulas.

Uma frase que ficou registrada para sempre na memória foi um comentário da professora, ou sensei:

– Você é muito sincero com seus sentimentos!

Pois é, modéstia à parte eu concordo com ela. Não tenho dificuldade algum em admitir minhas falhas, minhas fraquezas e meus erros. Acredito fortemente que é o caminho certo para corrigir.

Ministrei um seminário nesta semana passada, “Atitude é Tudo”, talvez um dos conceitos mais importantes conversados foi esse, a capacidade de admitir para si mesmo o que está acontecendo. Admitir de verdade!

Vamos refletir um pouco.

Imagine você perto de uma mãe e uma criança pequena, talvez dois ou três anos, que não para de chorar e fazer pirraça. A mãe explica:

– Coitadinha, está com sono!

Será? Pode até ser, mas não seria o caso de a mãe pensar se está educando seu filho da maneira correta? Não estão faltando limites, orientações e até bons exemplos para esta criança? Não sei, não posso julgar, mas acredito que vale a mãe refletir sobre erros e acertos.

Se pensarmos bem, temos inúmeros exemplos semelhantes. Ministrei recentemente um curso de Access, dois dias de treinamento, no início da segunda aula fiz uma pergunta para recordar um assunto já visto no dia anterior, um aluno respondeu:

– Ah, professor, este deve ter sido algo falado ontem, ainda não tive tempo de praticar!

Fico pensando, este aluno tem razão ou quem estava realmente certo era o Diego, um aluno na mesma turma que na noite após a primeira aula repassou todos os conceitos vistos? De fato, o Diego foi bem mais além, tentou visualizar como aplicar tudo em seu trabalho. De novo, difícil julgar, cada caso é um caso, mas não seria o caso daquele aluno pensar sobre sua forma de aproveitar um treinamento?

Vou parar de falar dos outros, melhor dar exemplos próprios. Outro dia fui tirar o carro da garagem de meu prédio, saí de ré e não vi que havia um carro irregular parado próximo à parede. Bati no carro! Ninguém estava por perto, mesmo assim deixei um bilhete no carro com meu nome, celular e uma frase contando o que aconteceu. A pessoa que estacionou irregularmente estava errada, mas eu também, afinal não olhei antes de dar a ré.

Talvez admitir erros seja uma forma de evitar muitos problemas, brigas e confusões. Sei que agir assim não é fácil, mesmo eu que estou escrevendo estas linhas nem sempre admito erros. Um exemplo típico acontece no trânsito, quantas vezes eu erro e minha primeira reação é colocar a culpa no outro?

Minha sugestão? Tenha sempre pronta a frase “Xi, errei”! Funciona!

Um abraço grande,

Fernando Andrade
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Nervos à flor da pele

Iria gravar cursos à distância com um parceiro, nós os ofereceríamos em um portal de educação. No entanto, esta nossa vida é muito dinâmica, dois dias depois três clientes solicitaram – ao mesmo tempo – cursos presenciais, eu não conseguiria gravar os cursos online. Enviei e-mail ao parceiro:

– Márcio, três clientes solicitaram cursos presenciais e personalizados, terei que investir bastante tempo na preparação, não conseguirei gravar os vídeos.

Note que esta mudança de planos aconteceu apenas dois após nossa conversa, nada de fato havia sido feito. Não havíamos definidos que cursos gravaríamos, como os divulgaríamos, nem mesmo como seriam ofertados. Mesmo assim, o Márcio reagiu:

– Você é ganancioso, é só aparecer um cliente com um projeto novo e você abandona o velho!

Fiquei chocado com a resposta, até por isso eu a compartilho neste artigo. Em nenhum momento pensei na remuneração envolvida, minha única preocupação foi a qualidade. Os cursos solicitados requerem personalização, preciso de tempo para desenvolver bons treinamentos. Não posso – não vou – ministrar aulas ruins. Aliás, a qualidade dos cursos à distância também seria ruim, já que não teria tempo adequado também para eles.

Por que será que muitas vezes só olhamos um lado da situação? Por que não conseguimos nos colocar no lugar da outra pessoa e entender suas razões? Por que será que o Márcio não entendeu meus motivos?

Bom, mas espera aí, por que será que EU não entendi os motivos do Márcio? Ele contava comigo para desenvolver um projeto, talvez ele já tivesse dedicado algum tempo na estruturação de nosso novo produto – afinal nossa conversa havia sido há dois dias. Provavelmente o Márcio já tivesse feito alguns cálculos e já tivesse concluído que tínhamos algo muito bom para oferecer.

É fato! Certamente ele ficou frustrado, não tiro a razão dele. Mas também acredito que “ganancioso” não seja a melhor palavra para definir a situação. Talvez ele devesse ter dito algo como “estou frustrado, muito frustrado, mas não posso negar que você está sendo profissional – profissional a ponto de abrir mão de um grande projeto, tudo em nome da qualidade dos cursos que você já ministra agora”.

Será que estou certo? Será que estou errado? É, acho que estou certo! Melhor, tiro a palavra “acho”, mudo a frase para “estou certo”! Sei o que estou fazendo, sei o que meus clientes querem e precisam, só ficarei satisfeito se oferecer aulas com muita qualidade. Para isso, preciso de tempo – um bom tempo – para desenvolver os cursos certos para estes clientes.

Mas o Márcio estava mesmo com os nervos à flor da pele. Ele ainda escreveu no e-mail:

– Fernando, não conte mais comigo para absolutamente nada. Passar bem! Não faça mais contatos comigo, acabou aqui!

Repito uma frase anterior, por que será que as pessoas têm dificuldade de se colocar no lugar dos outros? Acredito que eu até entenda as razões do Márcio, infelizmente ele não entende que nunca abrirei mão da qualidade de minhas aulas. Em hipótese alguma!

Não seria melhor se aprendêssemos a analisar todas as variáveis de uma situação?

Fernando Andrade
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Praça, acho graça!

Estava eu fazendo minha caminhada ao redor da praça Buenos Aires em São Paulo quando vejo escrito em uma mureta:

– Praça, acho graça! Prédio? Que tédio!

Como algumas pessoas conseguem ser tão criativas assim? Como estas frases aparecem? Aí, no caminho para uma nova palestra alguns dias depois, uma nova frase aparece em minha frente, agora na Marginal Pinheiros:

– Todo vagão de trem tem um pouco de navio negreiro!

Que frase mais interessante! Uma frase que faz pensar. De novo me perguntei de onde as pessoas tiram estas ideias? Alguns até pensam que nem todos conseguem ter estes pensamentos, que nem todos conseguem filosofar ou mostrar esta criatividade. Outros nem se esforçam, pensam que não nasceram para isso!

Não é bem assim, tudo é questão de vontade, de querer desenvolver alguma habilidade. Eu mesmo sou prova disso! Sou formado em engenharia civil com especialização em análise de sistemas. Quer assuntos mais técnicos do que estes? No entanto, dou aulas hoje sobre criatividade, comunicação, produtividade, todos assuntos muito comportamentais. E que, teoricamente, não fazem parte das competências esperadas de um engenheiro!

Todos podemos desenvolver as habilidades mais diversas, basta querer. Insisto, eu mesmo sou prova disso. Desenvolvi novas habilidades porque estava aberto a elas.

Quase sempre toco neste assunto em minhas aulas, mesmo quando o assunto é muito técnico. Se você quiser ver um trechinho de uma destas aulas, dê uma olhada no vídeo Produtividade e Outlook – Vontade. O assunto era produtividade no Outlook, comecei então falando do lado comportamental das pessoas.

Prestando atenção em slides criativos, planilhas inteligentes, textos bem estruturados, certamente todos conseguiremos fazer … slides criativos, planilhas inteligentes, textos bem estruturados. Basta querer!

Um abraço grande,

Fernando Andrade
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Caminhada, inglês e produtividade

Não tenho muita paciência para caminhar, mas – pode até parecer estranho – gosto muito! Por que a falta de paciência? O tempo não passa, seria bom ter algo mais para fazer enquanto caminho.

Tenho um smartphone, comecei a caminhar ouvindo músicas. Melhorou, mas ainda não foi suficiente, o tempo continuou não passando! Lembrei então que existem podcasts excelentes disponíveis na internet. São gravações de áudio com notícias, programas, entrevistas, aulas, certamente encontraria alguns que pudessem tornar minhas caminhadas mais dinâmicas.

Muitas vezes sou chamado a ministrar aulas em inglês, os alunos são executivos de outros países trabalhando no Brasil. Preciso treinar sempre minhas habilidades de ouvir em inglês e – principalmente – falar em inglês. Pois então, achei um podcast EXCELENTE: Business English Pod (www.businessenglishpod.com). É fantástico, veja:

1. Preço: gratuito (rs);
2. Metodologia: aulas de inglês muito bem estruturadas (objetivos, diálogo principal, análises do diálogo, parte prática, situações semelhantes, vocabulário);
3. Assuntos: temas PROFISSIONAIS – encontrei podcasts sobre apresentações em público, organização de ideias, argumentação, postura em reuniões e muito mais.

Que descoberta, de uma só vez faço minha caminhada, treino meu inglês e ainda conheço ideias que melhoram muito meu dia a dia profissional. Isso é que é PRODUTIVIDADE!

Minha mulher diz que sou um eterno insatisfeito, ela está certa: faltava algo! Para ouvir a aula com tranquilidade, e também controlar o tempo da caminhada, não queria ficar conferindo a hora, isso atrapalhava minha concentração. Pois então, descobri um aplicativo que revolucionou minhas caminhadas: RunKeeper (http://runkeeper.com/). Disponível para iPhones e celulares com Android, o programa funciona baseado em sinal GPS informando:

1. Tempo de sua caminhada (ou corrida, bicicleta e várias outras atividades);
2. Distância percorrida;
3. Velocidade média.

Mais ainda, posso até diminuir o som dos avisos de tempo, distância e velocidade para não atrapalhar minhas aulas de inglês. Isso é que é PRODUTIVIDADE!

Um grande abraço,

Fernando Andrade
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Aula e empatia

– Parabéns pela aula. Você tem segurança, domínio e sabe como conduzir a turma. Boa a sua técnica de decorar os nomes das pessoas. Isso é intimista e agrada sempre.

Recebi hoje este e-mail, o aluno esteve na palestra “Excel como você NUNCA viu!” realizada há alguns dias. Este evento foi realmente muito especial, e por vários motivos. Primeiro, pelo grupo, que se conhece há mais de 20 anos – se minha memória não falha. Veja que interessante, todos trabalhavam em uma mesma empresa, hoje cada um está em outra atividade, mas continuam se encontrando. E há mais 20 anos! Não é mesmo um grupo diferente? Eu tinha que participar!

Segundo, pela motivação. A palestra de três horas aconteceu em uma noite de terça-feira, depois de um dia inteiro de trabalho intenso de cada um. Estava preocupado, eu precisava manter a atenção de todos o tempo todo. Felizmente, nem precisei me esforçar, eles tinham um objetivo, foram lá para me ouvir – e ouviram! Insisto, não é mesmo um grupo especial?

Terceiro, pela interação. O pessoal participou ativamente de todos os momentos, perguntando, comentando e brincando. Não consigo esquecer a reação deles quando mostrei como trabalhar com CÉLULAS NOMEADAS no Excel, eles gostaram muito. Realmente, criar fórmulas usando células com nomes é um PODEROSO recurso do Excel. E quando falei então das mais variadas formas de usar a função PROCV (VLOOKUP em inglês)? Uma pessoa até pediu para eu repetir o exemplo, ela gostou tanto que queria anotar tudo com muito cuidado.

A propósito, se você que lê este artigo quiser uma explicação detalhada sobre nomes em células e as várias utilizações da função PROCV, é só solicitar por e-mail e eu envio um guia passo a passo.

E um quarto motivo por a palestra ter sido tão especial foi a EMPATIA. Muito bom um dos participantes ter notado que chamar os alunos pelo nome agrada sempre e dá um tom intimista à aula – um ambiente essencial para o aprendizado. Sempre digo que em uma aula não basta o conhecimento, não basta a forma de apresentar os conceitos, é preciso TOCAR o aluno, é preciso motivá-lo, ele precisa QUERER estar na aula.

Bom, com esta turma foi fácil, eles estavam muito motivados – a empatia só reforçou o bom clima. É por isso que a palestra foi um sucesso!

Fernando Andrade
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