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Reaprendendo a escrever. À mão!

Sou um grande fã da tecnologia! Não consigo mais viver sem um celular ou um notebook.

Gosto tanto que hoje já não consigo mais escrever sem um teclado. Na frente de uma tela de computador o texto flui, as ideias brotam naturalmente.

E no papel? Que desespero, rendimento quase nenhum! Confesso, invejo quem pega uma caneta e começa a escrever. Há pessoas que atravessam páginas e páginas com seus textos.

Há muito tempo sinto diminuir esta habilidade de escrita manual, parece que estou perdendo uma função importante de meu corpo.Não é possível, eu tinha que fazer algo.

Pois é, descobri um site com exercícios para letras a mão, https://atividadesparaprofessores.com.br/55-atividades-de-caligrafia-com-letra-cursiva/. Que sensação boa! E que dificuldade!

Como foi difícil escrever “J”, que desafio escrever “Tavares”! E que satisfação olhar agora as frases escritas no papel. Estou recuperando minha habilidade manual. Parece até uma espécie de academia, esta parte de meus músculos agradece.

Meu cérebro também agradece. Tenho a sensação de usar uma região há muito adormecida. A sensação de resgatar algo perdido, de recuperar uma antiga habilidade, não tem preço. Recomendo!

Um agraço grande!

Fernando Andrade

Aula chata não!

– Amanhã sem falta vou cumprir minha meta de estudo! Prometo ver pelo menos uma aula do treinamento!

Há algo errado! Fazer uma aula à distância não pode ser este desafio. Tem que ser prazeroso, agradável, didático. Não é!

Estes tempos de quarentena estão nos ensinando a fazer tudo online, de tradicionais compras até academia. Está funcionando? Muito bem, resultados excelentes, as pessoas estão se acostumando. Gostando! Menos quando entra um curso online, aí o desafio continua!

Por quê?

Abri o jornal – online, claro – o artigo falava sobre pais, filhos, alunos e professores. Um trecho chamou minha atenção:

“– Quem tem filho adolescente diz que ele fica entediado com aulas gravadas em vídeos e muitos pedem EXPLICAÇÕES E CORREÇÕES AO VIVO dos professores, usando ferramentas de chat”. (letras maiúsculas por minha conta)

Pronto! É isso! Exatamente o que tenho defendido, um aluno sente falta da PRESENÇA do professor. Ali, a seu lado, pronto para esclarecer dúvidas, para interagir. Um aluno quer um professor PRESENCIAL.

Não dá, a quarentena não deixa! Mesmo em outras épocas, nas empresas, um curso presencial muitas vezes não era possível, os colaboradores poderiam estar distantes. A aula tinha que ser à distância. Sempre foi uma luta, o mesmo desafio de agora!

Sou professor, adoro uma aula ao vivo, acho imbatível. Só que aulas à distância são necessárias, principalmente agora. Forte defensor de aulas presenciais, acredito ter encontrado uma solução. Duas soluções!

Alternativa 1: Aula Distante Próxima – Ao Vivo

Aulas transmitidas ao vivo, com hora marcada, todos juntos em sala virtual. Por coincidência, experimentei este modelo várias vezes no ano passado, todos gostaram DEMAIS. NINGUÉM ACHOU A AULA CHATA!

– Professor explica, brinca, conversa, interage com os alunos

– Alunos perguntam, respondem, pedem para repetir o que for necessário

– Até conversa paralela (via chat) acontece, é um aluno respondendo dúvida do outro

Uma destas aulas foi gravada.

Alternativa 2: Aula Distante Próxima – Gravada

Nem sempre é possível reunir todos ao mesmo tempo, então gravei também algumas aulas. Gravadas, embora pareçam ser ao vivo. De novo, felizmente, todos gostaram DEMAIS. NINGUÉM ACHOU A AULA CHATA!

– Professor descontraído, conversando o tempo todo

– Rosto do professor aparece na tela, simulando perguntas dos alunos

– Frases de reforço e resumo aparecem o tempo todo na tela

São várias aulas gravadas, veja uma sobre Excel.

Continuo sendo um grande defensor de aulas presenciais, mesmo assim tenho gostado cada vez mais destas duas soluções. O motivo? São distantes, mas parecem ao vivo, os alunos aproveitam demais, ninguém acha chato. Fico muito contente!

Um abraço grande,

Fernando Andrade

Aula distante próxima

Só minha cachorrinha Victória acompanha presencialmente minha aula à distância

O Estadão publicou um amplo guia sobre o coronavírus, um dos artigos – do excelente Pedro Dória – fala sobre o impacto na economia destes meses parados. Para minha surpresa, o texto mostra um lado positivo que eu ainda não havia pensado.

Primeiro, o tom otimista e surpreendente é sobre aulas online:

“…nem tudo é perda ou atraso…se do ponto de vista dos produtos os meses perdidos terão impacto real, para a cultura digital pode ser diferente…uma experiência em escala que vai testar servidores e software, educar alunos e professores, e daí sairá um resultado rico”.

Educar alunos e professores? Achei brilhante esta colocação!

O artigo também fala sobre trabalho remoto:

“…muitas empresas, por precaução inevitável, mandarão seus funcionários para casa. Se sempre houve conservadorismo para lidar com a ideia de trabalho remoto, esta é também uma experiência de larga escala que, no fim, deixará muito conhecimento. Vantagens e desvantagens serão descobertas e sistemas, adaptados. A indústria digital vai sofrer. E a cultura digital, florescer”.

Já pensou se o trabalho à distância funcionar ainda melhor do que poderíamos imaginar? Quantos benefícios teríamos para gestão do tempo, qualidade de vida, produtividade, mobilidade urbana?

Fiquei pensando em minhas aulas presenciais nas grandes empresas, será que funcionariam à distância? Eu conseguiria explicar os recursos imbatíveis de uma tabela dinâmica Excel? Conseguiria motivar e encantar os alunos à distância?

Tenho um curso extremamente desafiador, é sobre a arte de escrever bem, com lógica, argumentação e poder de convencimento. Escrita de e-mails, relatórios, textos técnicos e até súmulas. Um desafio presencial, como seria à distância?

Bem, lembrei de vários cursos que realizei no ano passado sobre Outlook, todos à distância via Skype. Consegui explicar, convencer e motivar os alunos, todos distantes? Confesso que tinha dúvidas, muitas, na primeira turma, felizmente os resultados foram surpreendentemente positivos. Na primeira e em todas as demais turmas.

Estou preparando uma receita de bolo. Definitiva? Certamente não, conto com a cumplicidade de alunos e clientes para transformar estes momentos desafiadores em grandes resultados.

Estes são os seis pontos que já tenho em mente:

1) Aula distante com jeito de presencial
Ao vivo, com hora marcada. Ter um compromisso com dia e hora definidos aumenta demais o comprometimento dos alunos.

2) Ampla interação com os alunos
Em seus computadores, os alunos podem me ver, ouvir e acompanhar o que faço em meu notebook.

3) Dúvidas resolvidas no exato momento em que acontecem
Através de recursos de bate-papo, os alunos podem fazer todas as perguntas que quiserem.

4) Aulas de curta duração
Um curso presencial sobre dashboards de 8 horas pode ser ministrado em apenas 2 aulas de 2 horas à distância. Por quê? Exercícios podem ser feitos fora de aula!

5) Exercícios offline
Atividades propostas após cada bloco de 2 horas, resolvidas individualmente no momento mais adequado a cada participante.

6) Material didático digital passo a passo
Apostila ilustrada recapitulando cada explicação apresentada durante a aula ao vivo, pode ser usada para a realização dos exercícios propostos.

Funciona uma aula assim? Bem, pelo que já vi nas turmas de Outlook do ano passado, os resultados são surpreendentemente bons. A interação via bate-papo é muito mais produtiva do que sua versão presencial.

Veja dois exemplos.

Ao terminar uma explicação, procuro replicar uma aula presencial perguntando “quem gostou?”, “vocês já conheciam este recurso?” e “como vocês vão utilizá-lo em seus trabalhos?”. Todos prestam atenção na resposta de todos, muito mais intensamente do que em uma aula presencial.

E as dúvidas? Aqui a aula à distância se revela ainda mais poderosa. Há momentos em que nem consigo responder uma pergunta, outro aluno já leu a pergunta e já deu a resposta. E, tenho que confessar, às vezes melhores do que as minhas. Eu aprendo também!

Pois é, estes momentos de home-office podem ser o início de um novo mundo para todos nós! Um mundo muito melhor! Precisamos aproveitar!

Holanda, um ano inteiro viajando

Estou praticamente no meio de uma viagem à Holanda, um passeio que terá durado um ano inteiro quando terminar.

Pois é, adoro planejar uma viagem. Assim que cheguei de minha última aventura – Canadá, já no caminho do aeroporto para casa comecei a pensar nesta seguinte.

Mas começar a preparar uma viagem com um ano de antecedência? Certamente, as vantagens são muitas! Primeiro, aumenta muito minha vontade de conhecer o que estou pesquisando; segundo, torna o passeio bem mais produtivo!

Vejam só como é muito bom viajar antes de viajar.


1. Leitura descompromissada, um lazer puro.

Durante quatro meses mais ou menos – de julho a outubro a viagem da vez é Holanda – naveguei por sites, li artigos em jornais e revistas, conversei com pessoas e montei uma lista ampla de lugares que merecem uma visita.

Guardei tudo nos Favoritos do Google Chrome.

2. A escolha dos melhores locais, a viagem começa a virar realidade.

Nesta fase, já comecei a andar – virtualmente – pelas cidades. Durante mais três meses – novembro a janeiro – li o material que separei e marquei no Google Maps os locais que faço questão de conhecer.

Cada ponto marcado tem uma breve descrição justificando a visita. Como coloco os pontos em um mapa – esta é uma fase muito prazerosa no planejamento – meu deslocamento nas cidades fica muito fácil. É a produtividade totalmente a meu favor!


3. A sintonia fina: da hospedagem e chip de celular ao cartão de transporte público.

Hora de reservar quartos, pensar na conexão durante a viagem e até no funcionamento transporte público. Para a Holanda, começarei esta etapa agora em fevereiro e irei até abril.

Nesta fase, Airbnb e booking.com são essenciais, além dos sites das empresas de telecomunicações e transporte dos locais de destino. É também um jeito de já ir conhecendo o modo de vida de quem mora nas cidades que visitarei. Minha expectativa aumenta cada vez mais!

Ah, a imagem acima mostra a casa em que fiquei hospedado em Montreal via Airbnb, já que a viagem para a Holanda ainda vai acontecer.


4. A viagem de fato, a planejada e a inesperada!

Sabe o que é bom neste planejamento todo? Cumprir apenas parte (rs), já que nas próprias cidades é que realmente vejo o que fazer. Mas sempre tendo em mente o planejamento.

Por exemplo, em meu recente passeio no Canadá, o último dia em Vancouver foi um improviso só, procurei visitar locais que havia marcado no mapa que não conhecia ainda. Felizmente deu tempo!

Muitos pontos visitados, muitos improvisos, muita coisa boa acontecendo. Inesquecível? Não exatamente, até porque nossa memória é curta demais e muitos são os locais. Felizmente tenho meu blog Fernando Viajando com o dia a dia de cada passeio.


Mal posso esperar a viagem para a Holanda.

Ah, se você tem alguma dica, vou gostar muito. Afinal, estou bem no meio do planejamento.


Um abraço grande,


Fernando Andrade
Professor

#VergonhaNaCara

Carro estacionado na ciclovia

Há quatro anos escrevi “É tudo questão de vergonha na cara”. Semana passada postei a imagem de um carro estacionado na ciclovia!

Este tema sempre está comigo, o respeito ou não das pessoas. Ontem voltando para casa a pé, não consegui passar pela calçada, muita gente esperando ônibus, fui pela rua. Custava pensar nos outros e abrir espaço?

Há tempos penso em postar situações #VergonhaNaCara nas redes sociais. Evitei até agora, escrever seria reviver o estresse.

Hoje lembrei de um editorial publicado há muito tempo na Folha de São Paulo, o jornalista Cláudio Abramo falava sobre a importância do ser humano manter sua capacidade de indignação. Voltei a pensar em #VergonhaNaCara:

– Carro parado na ciclovia
– Ciclista na faixa de pedestres
– Colega atrapalhando na empresa

Não quero ser negativo, #VergonhaNaCara mostraria também:

– Motorista dando passagem a pedestres
– Professor chegando antes na sala para testar equipamentos
– Vizinho tirando sapatos para não fazer barulho

Estou animado, mas não tenho certeza. Até porque eu também não sou certinho. Outro dia no shopping ocupei uma mesa na praça de alimentação esperando minha mulher voltar com o prato dela.

Bom, queria sua opinião: publico ou não fatos #VergonhaNaCara?

Vou esperar sua resposta para decidir.


Fernando Andrade
Professor

O que vivi no Nordeste

Sala de aula em Codó

Acabei de chegar de uma viagem de duas semanas, estava no Nordeste. Que viagem! Que experiência! Que aprendizado!

Fui a convite da Plan International Brasil, ONG que quer crianças e jovens construindo suas próprias histórias, quer suas comunidades conduzindo seus próprios desenvolvimentos. Eu tinha que participar de alguma forma.

Fui então desmistificar o Excel, queria que os colaboradores da Plan entendessem melhor a ferramenta e assim tivessem mais tempo para seus trabalhos que importam, aqueles feitos nas comunidades.

Primeiro destino, São Luís no Maranhão. Cheguei em uma 6ª feira, queria o sábado e domingo para entender a região.

Deixei a mala no hotel, peguei um ônibus urbano e fui para o centro histórico. Comentei com a cobradora onde iria descer, alguém ouviu e se aproximou oferecendo ajuda. Disse que ficaria um ponto antes, mas que poderia ir comigo.

Não vou negar, fiquei desconfiado. Puro preconceito meu, a ajuda era mesmo sincera. O Alecsandro queria mesmo ser gentil, ficou um tempão passeando comigo.

Solidariedade nordestina! Este foi minha primeira experiência.

A aula para os colaboradores da Plan foi incrível, nunca vi tanta vontade de aprender. Com muito bom humor e energia. Três dias intensos, cursos de Excel nos níveis básico, intermediário e avançado.

Vontade, a segunda experiência.

Próximo destino, Teresina. Cheguei na sala de aula e sugeri um novo layout para mesas e computadores. De imediato, todos se mobilizaram e rapidamente tudo já estava organizado.

Experiência piauiense, flexibilidade!

A viagem não foi só de aulas, eu precisava encontrar pessoas. Há alguns anos venho acompanhando a história da Maria Vitória, hoje com três anos. Ela mora em Paraibano, 5 horas de viagem a partir de Teresina, eu tinha que aproveitar.

Lá fui eu para Paraibano!

Não bastou alguns poucos minutos na cidade, na casa da Maria Vitória, para eu me sentir totalmente em casa. A Sandra e o Franco, pais dela, me receberam como um rei. O irmão dela, Francisco Emanoel, falou no dia seguinte:

Parece que o Tio Fernando sempre morou aqui com a gente!

É, eu me senti mesmo em casa! Também, toda hora a Maria Vitória me abraçava e dizia:

Eu gosto de tu!

É muito amor!

Mais uma experiência, amizade. Amizade, carinho, respeito! Família!

Última destino, Codó.

Em minhas aulas sempre peço para as pessoas fazerem exercícios práticos, assim consigo ver se todos estão realmente aprendendo. Ali naquela sala de aula ninguém sossegava enquanto não fizesse uma planilha exatamente como eu havia sugerido.

Experiência desta vez, comprometimento!

Hoje já de volta a São Paulo, não paro de pensar em tudo o que aconteceu, em tudo que aprendi, em todas as pessoas que conheci! Engraçado, antes Maranhão e Piauí eram apenas estados do Nordeste, hoje são … Maranhão e Piauí. Dois locais únicos, agora fazem parte de minha vida!

Inesquecível!

Turma em São Luís
Alunos em Teresina

Excel, PowerPoint, Outlook e Excel como você NUNCA viu!

Para minha grande alegria, em praticamente todo final de aula ouço frases assim:

– Minha vida no computador jamais será igual!

– Por que não participei da palestra antes?

Bom? Bom demais! Mas aí fico pensando, há muitas empresas que já conheceram minhas aulas, mas há uma quantidade ainda maior – muito, muito maior – em que nunca tive a felicidade de mostrar a metodologia que tanto faz sucesso entre nossos clientes fiéis.

O que fazer?

Pronto, tive uma intuição outro dia, oferecer uma palestra gratuita para aqueles que querem conhecer um ótimo – modéstia à parte – estilo de dar aulas.

Entusiasmado com a ideia, escolhi um dos títulos que mais tem feito sucesso, Excel, PowerPoint, Outlook e Word como você NUNCA viu! É um dos temas que mais gosto de ministrar, quem participa também fica muito empolgado.

De fato, sempre digo que esta palestra acaba criado problemas para a área de treinamento, já que todos querem mais. E por quê?

– Sabe aquela função Excel que você sente que não está aproveitando?

– Lembra do último slide PowerPoint que você fez e ficou com uma sensação de que poderia melhorar?

– É familiar aquele sentimento de falta de tempo para administrar sua agenda Outlook congestionada?

– Às vezes parece que o Word tem vida própria e muda seus textos sem que você queira?

Bem, é por isso que a palestra funciona. Embora rápida – apenas 2 horas – vamos tratar de todos estes temas. E muito mais! E não só tratar, vamos resolver!

Ah, não vou esconder, sua empresa precisará depois administrar a ansiedade dos participantes, todos vão querer mais. E, claro, nós podemos ajudar com vários outros temas.

Você quer levar esta palestra para sua empresa? É gratuita e certamente fará muito sucesso. Aqui estão meus contatos:

Fernando Andrade

www.pessoasetecnologia.com.br

fernando@pessoasetecnologia.com.br

Um abraço grande!

Se eu fosse você

Esta é a Victória descansando depois de um bom passeio!

Adoro passear com minha cachorrinha! Se ela quer parar para cheirar algo, eu espero! Se quer atravessar a rua, eu a pego no coloco e vamos para a outra calçada. Se ela quer se coçar, paro de andar. O passeio é dela, não meu! Eu não gosto de cheirar e nem de me coçar (rs), mas se minha proposta é levá-la para passear, tenho mais é que me colocar no lugar dela!

Empatia! Talvez um dos comportamentos mais relevantes para o momento em que estamos vivendo.

Uma vez fui dar uma aula especial para uma pessoa recém-contratada para um alto cargo em uma empresa. Só que ela estava ansiosa para mostrar resultados, não tinha a menor condição de prestar atenção ao que eu iria ensinar.

A solução? Em uma primeira aula com duas horas de duração, passei quase o tempo todo falando sobre o trabalho dela em outras empresas, seus pontos fortes e principalmente sobre o que ela achava que seria o novo trabalho. Só nos últimos 15 minutos comecei a falar sobre os temas para os quais fui contratado.

Tempo perdido? Enrolação (rs)? De forma alguma, as aulas restantes fluíram demais! De fato, foi um dos melhores cursos que já ministrei na vida.

Vejo muitos RHs insistindo em soluções sem realmente entender a necessidade do cliente interno. Vejo muitas empresas correndo atrás de indicadores e estatísticas de aulas realizadas. Tudo bem, pode ser um caminho, mas o que eu busco mesmo são frases assim:

– Nossa, esta explicação mudou minha vida!

– Puxa, eu demorava horas para fazer isso, agora é questão de minutos

Dar uma aula e perceber a real necessidade dos alunos é uma realização enorme. Frases como estas justificam todo o meu trabalho.

Aliás, desde que aprendi a me colocar no lugar dos alunos, percebi também como a vida é muito melhor quando percebemos o outro. Hoje consigo entender as razões de minha mulher, do zelador do prédio em que moro, do caixa do supermercado e até do motorista estressado a meu lado. É muito bom viver assim! Eu recomendo!

Um abraço grande!

Fernando Andrade
www.pessoasetecnologia.com.br
fernando@pessoasetecnologia.com.br
(11) 9 9943-4909, 3214-0519

Texto com ou sem emoção?

Momento de aula, emoção pura!

Neste artigo compartilho minha experiência de vida, no site www.pessoasetecnologia.com.br compartilho meus treinamentos.

Estive com dois sobrinhos neste final de semana. Um publicitário, outro advogado, ambos nascidos nos anos 90, ambos questionando meus textos.

 Tio, legal o que você escreve! Mas seria melhor destacar apenas o que merece ser destacado!

Fiquei meio sem entender, veio a explicação através de uma frase em um dos artigos:

“… contei o que estava fazendo para conciliar os INTENSOS passeios de todos os dias e a redação de posts …”

Em vez de “intensos passeios”, não seria suficiente – ou até mesmo mais indicado – escrever apenas “passeios”?

Não consegui responder na hora, confesso que ainda não tenho a resposta. Fui então pesquisar outros artigos meus, encontrei esta frase:

“…Foi a opinião dela, junto com a minha, que culminou com a TÃO DESEJADA troca de administradora…”

Aqui seria melhor apenas “…culminou com a troca…”. Ainda não sei, minha sensação é que o texto mais seco fica meio sem “tempero”. Afinal, estes artigos não são relatórios, procuro contar casos que de alguma forma mexeram comigo.

 Mas, tio, fica chato! É melhor ler um texto mais objetivo, mais direto ao ponto!

De fato, temos tantas coisas para ler hoje em dia que textos mais breves certamente serão mais lidos. Mas ainda não tinha uma conclusão, fui procurar outros blogs.

“…Para a imensa maioria dos visitantes…”

Este é o Ricardo Freire falando sobre Amsterdam em seu blog de viagens. Bem, talvez eu esteja apelando, afinal o Ricardo fala sobre suas experiências pessoais, suas emoções. Natural escrever “imensa maioria” em vez de “maioria”.

Fui então mais longe, consultei um post do Guy Kawasaki, um dos mais conceituados comunicadores no mundo empresarial.

“… let’s just say that those options were like the proverbial two fish in Matthew 14 that fed thousands of people …”

Hmmm, aqui “proverbial two fish” nem é um exagero emocional, mas um jeito simples de falar que o texto lembra um provérbio. Apenas “two fish” não passaria a mesma ideia.

E em um slide, que título ficaria melhor em um gráfico mostrando os lucros crescentes de uma empresa? “Maior faturamento em 2019” ou “Faturamento em 2019”?

Bem, vou parar por aqui senão este texto ficará ainda maior do que está. Qual minha conclusão? Ainda não tenho, gostaria então de saber o que você acha?

Texto com emoção?

Texto sem emoção?

Se não quiser dar sua opinião aqui, peço que a envie para fernando@pessoasetecnologia.com.br. Aliás, se quiser receber meus artigos regulares, com emoção ou sem emoção (rs), é só falar e colocarei seu nome na lista de destinatários.

Grande abraço!

Fernando Andrade
www.pessoasetecnologia.com.br
fernando@pessoasetecnologia.com.br
(11) 9 9943-4909, 3214-0519

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Danilo Barreto também é meu sobrinho 🙂

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Viajando com tempo


Fernando Andrade em Saint Joseph’s Oratory of Mount Royal – Montreal

Estava eu no Canadá há alguns dias quando li em um artigo de minha amiga Stefi:

Saudades de meu amigo Fernando Andrade, que atualmente está no Canadá passeando e mandando os seus artigos de lá, e que é expert em organização do tempo!

O artigo da Stefi falava sobre os desafios da diária administração do tempo, fiquei lisonjeado. De lá mesmo do Canadá falei com ela, contei o que estava fazendo para conciliar os intensos passeios de todos os dias e a redação de posts.

Tenho um blog de viagens, publico fotos e comentários contando cada dia de passeio. É uma forma de tornar cada viagem ainda mais inesquecível!

Meus dias nas terras canadenses – Montreal, Toronto e Vancouver – foram mais ou menos assim:

6h
Café no quarto e trabalho. É neste momento que respondo e-mails de clientes e alunos, envio propostas, alinho tarefas com professores, pago contas pessoais. Ainda bem que conto com o Outlook para esta gestão do tempo.

7h
Planejo meu dia no Canadá, revendo a lista de pontos que quero visitar. Esta lista – no Google Maps – foi feita enquanto eu estava no Brasil, eu a modifico constantemente por conta da previsão do tempo e das novidades – muitas – que aparecem. Temos que ser todos flexíveis e adaptáveis.

7h30
Redação de textos no blog WordPress, é algo que gosto muito de fazer. Ao pensar no que vou escrever, entendo melhor ainda os lugares que visitei – a viagem fica ainda mais completa.

9h
Saio para passear. Em geral, as caminhadas duram de 8 a 10 horas. Haja fôlego! Como é bom! De novo a tecnologia ajuda muito, desde o já tão conhecido Google Maps, como também Trip Advisor, GPSMYCITY e o incrível Evernote, app em que anoto coisas específicas de cada dia.

19h
Jantar no quarto e mais trabalho, respondendo e-mails de clientes e alunos.

20h
Posto as fotos novas no blog, assim no dia seguinte só preciso escrever o texto. Como as fotos são inseridas no modo rascunho, ninguém consegue vê-las sem as correspondentes descrições – seria estranho.

22h
Vou dormir, afinal ninguém é de ferro.

Se você quiser viajar comigo, fotos e comentários – no Canadá e em vários outros locais que tenho visto desde 2012 – estão em  www.pessoasetecnologia.com.br/viagens.